sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Corações roubados, amores perdidos

Minha rosa brilha conforme a luz da lua. Cada raio do luar incide diretamente sobre o meu coração. Desconfio que isso se chame paixão. Esta rosa foi dada pelo meu amor, que, após um deslize meu, jogou esta rosa no chão. Ele me deixou dizendo palavras fortes, ofensivas. Disse que a beleza realmente importa. Falou que meu coração não era o bastante,  confirmou que o amor não existe.
Como amor não existe, se eu dei a ele meu coração? Sinto agora a dor de uma paixão. À luz do luar, resolvi me matar. A dor que sinto é insuportável,  é agonizante. Estou apenas a um passo do precipício, alguém grita meu nome. Eu paro, me viro e olho. Meu amor está na minha frente de braços abertos pedindo perdão. Com ele, apenas uma rosa, que, como a minha brilha com a luz da lua. Tento correr, porém me desequilibro e caio numa escuridão sem fim. Minha última visão, foi a rosa e a lua.
- Anna Santos

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